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ECLESIASTES 2

Eclesiastes 2:1-26 - Significado e Explicação

2:1 — O pregador emprega o recurso literário de conversar consigo próprio para descrever o processo de pensamento. Depois do teste da sabedoria, é proposto um novo teste: o da alegria e do prazer.

2:2 — Salomão rotula o riso de doído, mas até mesmo os aspectos mais duradouros da alegria fazem Salomão se perguntar se realmente alcançou algo concreto. Conforme ele escreveu em Provérbios 14-13, até no riso terá dor o coração, é o fim da alegria e tristeza.

2:3 — “Como me daria ao vinho [...] regendo, porém, o meu coração com sabedoria.” Neste fragmento, o teste é uma tentativa de balancear o excesso com o aprendizado.

2:4-6 — Edifiquei para mim casas. Salomão trabalhou 13 anos construindo a casa do rei (I Rs 9:10); depois, edificou a casa do bosque do Líbano (I Rs 10:17) e outra casa para sua esposa, a filha do Faraó (I Rs 9:24). Ele também fortificou as cidades de Hazor, Megido, Gezer, Bete-Horom, Baalate e Tadmor (I Rs 9:15,17,18). Além disso, o interesse de Salomão pelo mundo natural (a criação de Deus), expresso pelos termos vinhas, hortas e jardins, era prodigioso (I Rs 4:33).

2:7,8 — A conservação dos diversos prédios e jardins do rei devia exigir uma verdadeira multidão de servos. As riquezas de Salomão, prata, e ouro, e jóias de reis e das províncias, eram inatingíveis pelos reis da antiguidade (I Rs 10:14-29). Quanto ao termo “instrumentos de música”, concernente as aquisições de Salomão, seu sentido em hebraico assim traduzido tem sido objeto de debates há tempos. Uma carta egípcia encontrada em Amarna contém esta palavra em acádio como explicação de uma palavra egípcia que significa “concubina.” 

2:9,10 — “E tudo quanto desejaram os meus olhos não os neguei.” Salomão tinha total capacidade de realizar todo e qualquer desejo seu. O trabalho que desempenhou foi a causa de seu coração ter se alegrado. A palavra em destaque é uma das preferidas do pregador e aparece em Eclesiastes pela terceira vez. No livro todo, é citada em torno de 31 vezes.

2:11 — No final de sua intensa busca por posses e experiências, Salomão concluiu que tudo era vaidade, ou vapor, uma aflição de espírito. Mesmo tendo feito e experimentado tantas coisas, ainda assim havia uma sensação de que nada duradouro tinha sido alcançado.

2:12 — “Dos desvarios, e da doidice.” Este tópico fora rapidamente inserido em Eclesiastes 1:17. Juntas, as duas palavras expressam um só conceito: o de insensatez.

2:13 — O valor da sabedoria excede significativamente o da estultícia, mas ambas têm suas limitações (v. 19,21).

2:14,15 — “O mesmo.” Algumas versões traduzem incorretamente este termo do hebraico, que significa “acontecimento” ou “evento”, como “destino.” Essa é uma das palavras favoritas do pregador (Ec 2:14,15; 3:19; 9:2,3,11). Neste versículo, o evento inevitável é a morte. Tanto o sábio como o tolo morrerá.

2:16 —  “Nunca haverá mais lembrança.” A vida não pode, por si própria, responder às questões que são propostas neste texto. A morte levará tanto a pessoa sábia quanto a tola. Neste sentido, a vida e a morte são misteriosas. 

2:17-19 — Tal aversão pela vida é surpreendente, uma vez que a vida só é encontrada pelo que encontra a sabedoria, segundo Provérbios 3:16 e 8:35. Contudo, a insatisfação do escritor de Eclesiastes estava ligada à natureza fugaz de todas as coisas (Ec 1:2), incluindo as coisas boas; para ele, não passavam de aflição de espírito (Ec 1:14).

2:20 — “Todo trabalho em que trabalhei.” Isto poderia referir-se a todo trabalho realizado pelo autor ou, o que é mais provável, aos “ganhos” que tivera com ele.

2:21,22 — O substantivo “destreza” só se encontra em Eclesiastes (Ec 2:21; 4-4) e refere-se aquele que e perito em um ofício, o qual deixara o resultado de seu trabalho a um homem que não teve parte nele. Esta situação é caracterizada como grande enfado. O termo “enfado” costuma conotar um mal moral; nesta passagem, porém, pode significar “calamidade” ou “ruína”. Observa-se, então, que uma sensação de tristeza perpassa esta parte do livro, pois concluímos que nada do que obtemos nesta vida pode ser levado para a eternidade.

2:23 — O termo “sua ocupação” é o mesmo que sua tarefa.

2:24 — A versão favorecida pela maioria dos tradutores presume que a forma comparativa – “não existe nada melhor do que comer, beber” (NIV) - deve ser empregada, embora esteja ausente no texto em hebraico; ela combina mais com os trechos seguintes (Ec 3:12; 5:18; 8:15). O pregador conclui que tudo que existe de bom reside apenas em Deus. O refrão repetido, “coma e beba [...] do bem do seu trabalho”, marca uma das principais afirmações de Eclesiastes (v. 24-26; 3:12,13; 3:22; 5:18-20; 8:15; 9:7); em meio a um mundo problemático, o crente é capaz de aproveitar o momento imerso na alegria de Deus. Só o Senhor possui a chave do sentido da vida. Sem Ele, o propósito, a satisfação e a alegria verdadeira são, em última análise, ilusórios. A expressão metafórica da mão de Deus anuncia que até mesmo os atos cotidianos de alimentar-se, beber e receber o salário pelos serviços prestados são dádivas divinas.

2:25 — A sentença “quem pode comer ou quem pode gozar” transmite a ideia de que o crente ora antes de sua refeição para afirmar que Deus é o grande Provedor de todas as boas dádivas. Ele só consegue desfrutar dos alimentos em seu prato depois que reconhece este fato.

2:26 — “Dá Deus.” Uma das palavras usadas com mais frequência em Eclesiastes para descrever a relação do Senhor com o ser humano e o verbo “dar.” Ele aparece 11 vezes com Deus como o sujeito.

Restruturado e reformulado, para uso interno da

Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

No amor em Cristo,

Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Jr 36:13

"E Micaías anunciou-lhes todas as palavras que ouvira, quando Baruque leu o livro, aos ouvidos do povo. "



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